Compartilhamento de carros cresce no Brasil, mas adesão ainda é baixa

Pesquisa do Webmotors Autoinsights revela que 82% dos entrevistados vai sozinho de carro para o trabalho, mas apenas 33% praticaria o “car sharing”.

Uma novidade da economia compartilhada ganha cada vez mais espaço no Brasil. Trata-se do “car sharing”, ou “compartilhamento de carros”. Sobre este novo conceito, uma pesquisa realizada pelo Webmotors Autoinsights mostra que 2/3 dos participantes já conhecem o este conceito, em que é possível pegar um veículo em um ponto e deixar em outro, com o uso de um aplicativo.

No entanto, 67% da base de entrevistados ainda não teria interesse de disponibilizar o seu veículo para compartilhamento. A ideia de compartilhamento de veículos traz uma solução para mobilidade nos grandes centros e funciona como uma alterativa de uso do tempo ocioso em que os automóveis ficam parados, além de representar uma possibilidade de ser uma fonte de renda extra para as pessoas.

A pesquisa do Webmotors Autoinsights destaca ainda que 76% dos entrevistados declararam que vão trabalhar de carro. Destes, 99% vão dirigindo (apenas 1% vai de carona) e, destes, 82% vão sozinhos. Em outras palavras, há um grande potencial de carros que podem ser alugados nos períodos de ociosidade e de pessoas que têm a necessidade de utilizar carros em períodos curtos, como a ida ao trabalho, por exemplo.

Apenas 33% que afirmam que praticariam o car sharing e metade afirma o faria com o próprio carro e metade alugaria um carro pelo sistema. Os mais jovens se mostram mais dispostos a aderir ao conceito, embora 55% declare que realizaria o compartilhamento apenas com conhecidos. Para o restante, este quesito é indiferente.

Dos 67% que não compartilhariam o carro, apontam como principais motivos para não o fazer: apego ao carro (não querer dividir algo pessoal com outros), insegurança, horário de trabalho inconsistente.

Novos modelos de negócios

A Webmotors, por exemplo, firmou parceria com a Liga Ventures, aceleradora especializada em gerar negócios entre startups e grandes corporações, para participar do segundo ciclo da Liga AutoTech. A moObie, que funciona como uma plataforma de compartilhamento de veículos peer-to-peer para usuários que buscam fazer uso de um veículo durante o período de um dia ou mais, e para donos de veículos que buscam uma forma de monetização, foi escolhida para receber mentoring e aceleração.

A partir da parceria com a startup, a Webmotors espera explorar novos modelos de negócio, oferecendo diferentes soluções que entreguem valor ao usuário dentro da jornada de compra e venda de um veículo. O objetivo ao trabalhar com startups é estar simultaneamente em novas frentes de negócio, testando, compartilhando conhecimentos e aprendizados, sem conflitar com o core business da Webmotors, estudando quais os modelos de negócio viáveis vão compatibilizar com as tendências do segmento como mobilidade e carros conectados.